"Não estou sabendo de nada disso. Até teve jornalista que ligou para meu empresário (Marcelo Djian) para perguntar se aconteceu algum problema, mas não teve nada. Isso me surpreendeu. Meu empresário perguntou no São Paulo se aconteceu alguma coisa, mas falaram que é só por causa do excesso de laterais mesmo", afirmou o atleta.
O jogador ainda garantiu que nunca teve problema de indisciplina no clube. "Eu sempre chegue no horário certo. Acho que essa informação (de confusão) está errada. Eu sou disciplinado", completou.
O superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, admite que um "entrevero" em "horário impróprio" motivou a saída do atleta. No entanto, Éder reitera que foi informado da rescisão apenas pelo excesso de opções para a lateral direita.
"Eles estão acertando (a rescisão) porque, como eu não seria mais aproveitado até o fim do ano, acharam que por bom-senso seria melhor eu sair já. Isso aconteceu porque tem muitos jogadores para a posição e tem também o Zé Luis que joga no setor", comentou.
O São Paulo conta com Joilson e Jancarlos para a lateral direita, além do volante Zé Luis, que atua improvisado no setor com freqüência. Éder admite que teve sua chance para mostrar futebol no São Paulo, mas lamenta o pênalti que cometeu em partida contra o Fluminense, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro.
"Quando eu cheguei, tinham muitos laterais e eu tive minha oportunidade, mas, quando estava me firmando, fiz o pênalti no jogo com o Fluminense. Eu fiquei chateado na época porque nós poderíamos ter ganhado. Depois disso, ele (Muricy) deu oportunidade para outros e eu fiquei treinando. Na saio chateado porque isso acontece na carreira mesmo. Estou tranqüilo", afirmou.
Na época, o pênalti ajudou o time carioca a vencer a equipe de Muricy Ramalho por 3 a 1. Éder teria empréstimo com o São Paulo até o fim do ano. Porém, sem ter mais vínculo com a equipe paulista, o atleta deverá voltar para treinar até o fim do ano no Noroeste, com quem tem contrato até 2011.