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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Seleção faz pior inicio de campanha nos pontos corridos


Além do resultado ruim, das vaias e da irritação da torcida no Rio de Janeiro, o empate por 0 a 0 com a Bolívia, na noite de quarta-feira, fez a seleção atingir uma marca negativa nas eliminatórias para a Copa do Mundo. Desde que foram instituídos os pontos corridos no torneio sul-americano, o Brasil não tinha tido um começo tão ruim.

Essa é a terceira vez que os brasileiros disputam a competição classificatória com esse regulamento e nunca somaram tão poucos pontos nas oito primeiras rodadas. Para o Mundial de 2002, a pior campanha até então, o time ocupava a quarta colocação da tabela, mas tinha 14 pontos ganhos, um a mais que nessa atual edição.

Já nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, o Brasil era líder da disputa com 16 tentos. 

Nas duas ocasiões, o adversário da oitava rodada também foi a Bolívia em casa. No primeiro confronto, goleada por 5 a 0 no Maracanã, com o técnico Vanderlei Luxemburgo no comando. Em 2004, vitória por 3 a 1, no Morumbi, com Carlos Alberto Parreira.

"Nas eliminatórias o Brasil nunca teve vida fácil. Em 2000 e em 1993, se classificou na última rodada. As pessoas acham que é um mar de rosas, mas não é não. Contra o Brasil, as outras equipes jogam atrás. Tem que ter convicção, trabalhar e insistir, não tem outra forma", argumentou Dunga, que novamente fica ameaçado no cargo.

"Claro que o resultado foi decepcionante, nosso objetivo era vencer. Tínhamos condições para isso, mas não aconteceu. Os maiores culpados somos nós mesmos, entramos no jogo dispersos e acabamos pagando por isso", afirmou o meia Diego.

Mesmo com o empate com a Bolívia e esse pouco aproveitamento nos pontos, o meio-campista Elano acredita que o Brasil não terá problemas para se classificar ao Mundial africano de 2010. "São coisas que acontecem, estamos tristes, mas temos de trabalhar. Mais para frente temos dois jogos e condições de se classificar tranquilamente."

Mas os jogadores não esconderam a decepção pelo resultado no Rio de Janeiro, como explicou Ronaldinho Gaúcho. "Nós todos não jogamos bem, saímos triste com isso, por não ter conseguido marcar um gol mesmo com um jogador a mais. Temos tristeza por ter consciência de tudo isso", completou o meia do Milan da Itália.

Já o assistente técnico Jorginho não acredita que a seleção terá tanta facilidade para conseguir a vaga. "Não existe moleza nas eliminatórias, é só ver o retrospecto. Foi um sufoco para 1994 e 2002, e agora não vai ser diferente. Temos apenas de ter paciência, pois temos um grupo muito bom", finalizou o ex-jogador.